
Salvador recebe, entre os dias 28 de julho e 3 de agosto, a 8ª edição do Melanina Acentuada Festival, evento que transforma diferentes espaços culturais da capital em palco para uma programação dedicada ao teatro negro contemporâneo. Neste ano, o festival celebra os 80 anos do Teatro Experimental do Negro (TEN), companhia fundada por Abdias do Nascimento e considerada um dos principais marcos da história das artes cênicas brasileiras.
Ao longo de sete dias, o público poderá acompanhar mais de 20 atividades, entre espetáculos, leituras dramáticas, entrevistas públicas, oficinas, lançamentos de livros, debates e apresentações musicais. A proposta é reunir artistas, pesquisadores e intelectuais de diferentes estados brasileiros para refletir sobre os caminhos do teatro negro e sua contribuição para a cultura nacional.
Além da programação artística, o festival reafirma sua vocação como espaço de formação, aproximando artistas, estudantes e público de discussões sobre dramaturgia, memória, ancestralidade e produção cultural negra.
Abertura com teatro e música
A programação começa nesta terça-feira (28), no Goethe-Institut Salvador, com a apresentação do espetáculo “TYBYRA – Uma Tragédia Indígena Brasileira”, protagonizado por Juão Nyn, às 19h. Na sequência, a banda baiana Cabokaji realiza um pocket show que marca a abertura oficial da oitava edição do festival.
Espetáculos ocupam diferentes teatros da cidade
Durante a semana, importantes montagens da cena nacional chegam aos palcos de Salvador. Entre elas estão “MACACOS”, de Clayton Nascimento; “Candomblé da Barroquinha”; “Black Machine”; “Namíbia, Não!”; “De Férias com Koanza”, estrelado por Sulivã Bispo; além do espetáculo “Abdias do Nascimento”, protagonizado por Lincoln Oliveira.
As apresentações acontecerão em espaços como o Teatro Sesc Casa do Comércio, Teatro Jorge Amado, Teatro SESI Rio Vermelho, Goethe-Institut Salvador e Teatro Martim Gonçalves, ampliando o alcance da programação pela cidade.
Formação artística e reflexão
Um dos principais pilares do Melanina Acentuada Festival continua sendo a formação artística. Nesta edição, a programação reúne cinco Ateliês de Ideias, duas Entrevistas Públicas, oficinas, workshops e leituras dramáticas voltadas ao debate sobre estética, pedagogia, memória e dramaturgia negra.
Entre os convidados estão nomes como Leda Maria Martins, Clayton Nascimento, Luciany Aparecida, Elisa Larkin, Jessé Oliveira, Guilherme Diniz, Antônio Pitanga, Angela Daltro, Carol Carvalho, Liz Novais, Camila Bonifácio, Mabel Freitas e Eugênio Lima.
A programação também contempla o lançamento de três livros dedicados à produção intelectual e teatral negra, aprofundando as discussões propostas pelo festival.
Homenagem aos 80 anos do Teatro Experimental do Negro
Criado em 1944 por Abdias do Nascimento, o Teatro Experimental do Negro ocupa lugar central nesta edição do festival. Ao celebrar os 80 anos da companhia, o Melanina Acentuada promove reflexões sobre seu legado para as artes cênicas brasileiras e sua influência na formação de artistas, pesquisadores e grupos de teatro negro em diferentes regiões do país.
Ao longo de suas oito edições, o festival consolidou-se como uma das principais plataformas dedicadas à dramaturgia negra no Brasil, reunindo dezenas de espetáculos e importantes nomes das artes e da literatura negra.
Ingressos
As atividades formativas são gratuitas e abertas ao público. Já os espetáculos têm ingressos a R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada), disponíveis na plataforma Sympla.
Como parte das ações de democratização do acesso, o festival reserva parte da capacidade dos espaços para acessibilidade e destina ingressos gratuitos para estudantes da rede estadual de ensino.




