
O teatro baiano começa o ano com reconhecimento nacional. Nesta quinta-feira (15), a organização do Prêmio Shell de Teatro divulgou a lista de indicados à categoria Destaque Nacional de sua 36ª edição. Entre os quatro finalistas selecionados em um universo recorde de 173 projetos inscritos, está o espetáculo “AKOKO LATI WA NI – Tempo de Ser”, da Cia Única de Teatro, sediada em Feira de Santana.
Criada em 2023, a categoria Destaque Nacional tem como objetivo jogar luz sobre a produção cênica que pulsa fora do eixo Rio-São Paulo, valorizando narrativas descentralizadas e a força criativa do interior do Brasil. A Bahia concorre ao troféu ao lado de produções do Ceará, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Ancestralidade e juventude em cena
A representante baiana, “AKOKO LATI WA NI – Tempo de Ser”, constrói sua dramaturgia ancorada na cosmovisão de Iroko, o orixá do tempo. A peça articula espiritualidade e temporalidade para discutir as vivências da juventude negra no cotidiano contemporâneo. Formada majoritariamente por artistas negros, a Cia Única de Teatro desenvolve um trabalho consistente de diálogo com a cena local e formação em contextos periféricos de Feira de Santana.
“A categoria Destaque Nacional nasceu com o objetivo de dar visibilidade a projetos que reinventam o fazer teatral em suas comunidades. (…) Tem revelado um panorama da arte que pulsa além do eixo Rio–São Paulo”, afirmou Glauco Paiva, gerente executivo de Comunicação e Marca da Shell Brasil.
Conheça os outros indicados
Além da Bahia, o Nordeste marca presença com “Cassacos”, do Grupo CriAr de Teatro (Varjota/CE). A peça utiliza o teatro documental para narrar a história dos trabalhadores de grandes obras públicas do sertão entre os séculos XIX e XX.
Do Sul, vem “Geppetto”, uma parceria entre os grupos Máscara EnCena (Porto Alegre) e Miseri Coloni (Caxias do Sul), que explora a relação entre criador e criatura em um monólogo sobre paternidade. Completando a lista, Minas Gerais é representada por “Os Arqueólogos”, da Companhia Dois em Um (Belo Horizonte), onde personagens do futuro investigam vestígios do nosso tempo presente.
Júri Especializado
A escolha dos finalistas ficou a cargo de um júri composto por nomes relevantes da cena cultural: a atriz e gestora Dane de Jade, a diretora e curadora Giovana Soar, o crítico e professor Guilherme Diniz e o encenador e dramaturgo baiano Marcio Meirelles.
Lista Completa de Indicados – Categoria Destaque Nacional:
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AKOKO LATI WA NI – Tempo de Ser (Cia Única de Teatro – Feira de Santana, BA)
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Cassacos (Grupo CriAr de Teatro – Varjota, CE)
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Geppetto (Grupos Máscara EnCena e Miseri Coloni – RS)
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Os Arqueólogos (Companhia Dois em Um – Belo Horizonte, MG)




