
Um dos solos mais impactantes da cena teatral independente de Salvador está de volta. O espetáculo “Criança viada ou de como me disseram que eu era gay” iniciou sua nova temporada de verão nesta semana e segue com apresentações nos dias 28 de janeiro e 04 de fevereiro, sempre às 19h, no Teatro Gamboa.
Escrito e interpretado pelo ator Vinicius Bustani, com direção e dramaturgia de Paula Lice, a peça parte de memórias pessoais para tocar em uma ferida coletiva: a violência simbólica e física enfrentada por crianças e adolescentes LGBTQIA+. Desde sua estreia, a montagem já percorreu cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Dourados (MS), alcançando um público superior a cinco mil pessoas.
Ferramenta de transformação
Apesar de tratar de vivências de décadas atrás, o texto mantém uma urgência dolorosa. Para a equipe, o retorno aos palcos de Salvador — cidade que “deu régua e compasso” ao projeto — é uma forma de reafirmar o teatro como espaço de diálogo.
“A LGBTfobia é um mal social extremamente enraizado, assim como o machismo e o racismo. Nossa peça vai direto nesse ponto. Então, seguirá conversando, principalmente com a homofobia internalizada que, às vezes, só nos damos conta através da arte.” — Paula Lice, diretora.
Bustani destaca que, embora suas inquietações pessoais tenham amadurecido, a obra segue viva e necessária para o público. “O diálogo com os divergentes sempre foi uma aposta, e acredito que mais do que nunca, como sociedade, é preciso reaprender a dialogar”, reflete o ator.
Serviço
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O quê: Espetáculo “Criança viada ou de como me disseram que eu era gay”
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Quem: Vinicius Bustani (atuação/texto) e Paula Lice (direção/dramaturgia)
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Quando: 28 de janeiro e 04 de fevereiro de 2026 (Quartas-feiras)
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Horário: 19h
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Onde: Teatro Gamboa (Salvador)
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Ingressos: Disponíveis no Sympla e na bilheteria do teatro




